Escondendo frustrações não mais e o equilíbrio entre ação e reflexão

Comecei a escrever sobre cinema como uma forma de me aproximar do fazer. A minha real vontade não era escrever sobre, mas fazer. Através da escrita, me aprofundava nas reflexões acerca da arte cinematográfica, pude conhecer realizadores diversos e encontrei o CUAL.

Foi através deste blog, no início do ano passado. Eles tinham sido premiados no Festival de Cinema Universitário da Bahia, pelo “Fake-Me”, de Marcus Curvelo. Fui entrevistá-los por conta disso. Encontrei uma galera disposta a sempre colocar a mão na massa, sem rodeios, sem vaidades…

Como um desses acasos que acontecem por aí, descobri que um dos integrantes era praticamente meu vizinho. Cobri alguns eventos realizados pelo CUAL – mostra e debates. Fui convocado pra dar uma força no curta “Atrás dos Olhos”, dirigido por Luan Santana Marques.

Quando menos esperava, já tava colado com esses caras, figuras do bem, boas companhias. Ontem, acompanhei o lançamento de um curta que participei parcialmente da produção: “Papai Noel nos Molestou”, dirigido por Ramon Coutinho (aquele que era meu vizinho e agora não é mais). Passou junto com “Atrás dos Olhos”.

Recentemente, foi finalizado “Otto Recicla”, de Marcus, do qual também participei da produção. E assim, seguindo no processo, refletindo sobre o fazer artístico por meio da coletividade, encontramos essas coisas da vida que, às vezes, nos surpreendem.

Atualmente, faço mais do que escrevo. Ainda é pouco, mas temos respeito ao tempo rei e acredito nessa forma cooperativa de produção artística. É algo que se leva também para sua vida individual inserida no meio social. Acredito também no talento individual do coletivo e no talento coletivo do grupo.

Já desencanei também: nunca haverá 100% de prazer no trabalho. Estresses e desentendimentos fazem parte de todo o processo. Trabalho tem que ser uma mistura de prazer e sofrimento, mas o segundo nunca pode ser maior que o primeiro.

Colocando as cartas na mesa, tudo tá valendo. Acho que mais do que pessoas com os mesmos objetivos individuais que eu, mais do que colegas de trabalho, encontrei no CUAL amigos. Amigos com sonhos, desejos, vontades de dialogar, provocar, promover pequenas mudanças através da sétima arte.

Pronto. Posso até morrer satisfeito com a vida. Agora, a minha luta eterna em volta das minhas contradições configura-se no equilíbrio entre fazer, criar e escrever.

Carlos Baumgarten

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Papai Noel nos Molestou

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Atrás dos Olhos

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